03/11/2013
Uma carta para para Apolo
Vem como a noite,
certa como tocar o fogo e se queimar
Isso é o que sinto ao pensar em você.
Está tudo em ruínas.
Meu sentimentos são prédios
que desabam dentro de mim.
Como um atentado à razão,
me perco por um tempo.
Sinto o ar vibrar em uma ressonância diferente
ondas, vales e quedas
são gráficos que demonstram
o abismo entre nós dois.
E assim como fogo, ao queimar: deixa cicatrizes
Não posso mudar o que já foi.
Desculpe, mas não posso mais mentir para mim mesmo.
Meu foco é em outro lugar.
Eu vivo em outro lar.
Dispenso toda a formalidade
mas, você que é meu ontem,
já não me pertence mais.
E devo moldar algo mais forte, mais constante e certo.
E posso me afogar outra vez,
chegar no fundo do mar e ficar sem ar,
meus braços e pernas sem me obedecer,
minha mente a se esvair pela escuridão.
Mas eu sempre posso voltar,
eu devo me perdoar, me entender.
E então só me deseje sorte.
Se não, tudo bem, eu vou sem.
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